Otoni de Paula nega voto em Erika Hilton e banimento pastoral

O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) negou, em entrevista publicada nesta quinta-feira (19), ter votado na deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

O parlamentar afirmou que as informações que circularam em redes sociais e em setores da bancada evangélica fazem parte de uma campanha de fake news orquestrada por grupos contrários à sua atuação política.

A polêmica ganhou força após a eleição de Hilton para o comando do colegiado, ocorrida no último dia 11, quando o parlamentar transexual recebeu 11 votos favoráveis e 10 votos em branco. Críticos passaram a afirmar que Otoni de Paula teria contribuído para viabilizar o resultado, o que ele rechaçou veementemente.

Estratégia da bancada evangélica

Otoni de Paula explicou que a orientação da Frente Parlamentar Evangélica era clara: não registrar presença para evitar a formação de quórum ou, caso o quórum fosse atingido, votar em branco. O objetivo era esvaziar a eleição ou ao menos reduzir sua legitimidade.

O parlamentar relatou, no entanto, que no momento da votação estava presidindo uma sessão no plenário da Câmara e tentou conciliar as duas atividades por meio do sistema remoto de votação. Ao ser alertado por um membro da comissão sobre a necessidade de registrar voto, disse ter votado em branco, conforme o combinado. Otoni afirmou que não percebeu que a votação já se encontrava em segundo turno, fase em que a estratégia do grupo era não votar para evitar quórum.

“Meu voto sequer foi computado, pois sou suplente na comissão e os titulares já haviam votado”, declarou. Apesar disso, reconheceu que sua participação e a de outro parlamentar contribuíram para a formação do quórum. “De qualquer forma, nossa estratégia não funcionaria. A partir daí começaram as fake news dizendo que eu havia votado em Erika Hilton.”

Desmentido sobre função pastoral

Além da controvérsia envolvendo a votação, Otoni de Paula também desmentiu boatos de que teria sido destituído da função de pastor. As informações circularam nas redes sociais e foram replicadas por alguns veículos.

O deputado classificou as alegações como “outra irresponsável fake news” e afirmou que mantém plena atividade pastoral. “Sou pastor há 30 anos, presido, pela bondade de Deus, um ministério, sou membro da Convenção das Assembleias de Deus Ministério de Madureira e estou em plena comunhão com Deus e com meus irmãos”, declarou.

Enfrentamento público

Questionado se episódios como esse afetam sua trajetória, o parlamentar afirmou que está preparado para ataques. “De forma alguma. Apesar de lamentar tudo o que aconteceu e o prejuízo de imagem que isso possa ter provocado, entendo que, como homem público, preciso estar preparado para esse tipo de ataque mentiroso”, disse.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher é um dos colegiados permanentes da Câmara e tem entre suas atribuições analisar propostas legislativas relacionadas à proteção e promoção dos direitos das mulheres. A eleição para sua presidência ocorre anualmente entre os membros que compõem o órgão. Com: Folha Gospel.

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