Em apenas um dia, criminosos fizeram ao menos, mais três vítimas de golpes eletrônicos em Campo Grande. Utilizando estratégias diferentes e informações privilegiadas, os prejuízos às vítimas chegaram a R$ 163 mil. Conforme os dados da Sejusp-MS, até então, já foram registrados mais de 2.489 casos de estelionato em Mato Grosso do Sul.
Golpe com falso processo judicial causa prejuízo de R$ 70 mil
Em um dos boletins de ocorrência, um homem de 70 anos procurou a delegacia para denunciar que foi vítima de um golpe após receber uma mensagem que aparentava ser de sua advogada. O criminoso informou que valores de uma ação judicial contra o banco haviam sido liberados e enviou um link para acesso.
Ao clicar, a vítima foi direcionada para um suposto atendimento com um “juiz”. Sob orientação do golpista, realizou movimentações financeiras que culminaram em uma transferência de R$ 70 mil, sem conseguir identificar o destinatário.
Somente após concluir as operações percebeu que havia sido enganado. O caso foi registrado como fraude eletrônica e será investigado.
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Falso funcionário bancário aplica golpe de quase R$ 89 mil
Em outro caso, uma mulher relatou ter recebido uma ligação via WhatsApp de um homem que se identificou como funcionário do banco Bradesco, ligado a uma suposta auditoria.
O golpista alegou um problema com a compensação de um cheque e orientou a vítima a acessar seu aplicativo bancário. Durante a ligação, aproveitou-se da situação para induzir a realização de operações.
Pouco tempo depois, a vítima constatou diversas transferências indevidas, totalizando R$ 88.982,21. Os valores foram enviados para empresas com CNPJ, incluindo uma do ramo de construção e outra de moldes, além de um pagamento de R$ 39 mil.
A vítima comunicou o banco e registrou ocorrência policial. O caso também segue sob investigação.
Anúncio falso em marketplace
Um idoso de 73 anos foi vítima de um golpe após encontrar um anúncio de venda de um “tratorito” em uma plataforma de marketplace.
Após iniciar negociação com o suposto vendedor, a vítima foi induzida a realizar procedimentos que acabaram concedendo acesso à sua conta bancária. O criminoso então realizou um TED de R$ 4 mil, além de dois pagamentos via plataforma digital no valor de R$ 399 cada.
Sem conseguir identificar o destino dos valores, a vítima procurou a delegacia e manifestou interesse em representar criminalmente contra o autor.