Preso pelo feminicídio da namorada, a modelo Ana Luiza Mateus, de 29 anos, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (22), o sul-mato-grossense Endreo Lincoln Ferreira da Cunha tirou a própria vida horas depois, na cela da Delegacia de Homicídios do Rio.
Conforme a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), as primeiras informações apontam que Endreo se asfixiou utilizando um tecido da própria roupa.
Ana Luiza foi encontrada morta após cair do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, também nesta quarta-feira (22). Endreo foi preso logo em seguida, e a polícia descobriu ainda que ele utilizava documento de identificação em nome do irmão, que também é de Campo Grande.
“A Polícia Civil segue adotando todas as medidas necessárias para o completo esclarecimento dos fatos.”
Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Ficha extensa
Em 2014, Endreo foi condenado a três anos de prisão em regime aberto por atropelar um policial civil de 51 anos, em Campo Grande. O crime aconteceu no dia 27 de março de 2011, na Avenida Costa e Silva, na Vila Progresso.
À época, quando ainda era estudante, ele havia saído de uma festa após uma confusão. Um investigador tentou pará-lo em um cruzamento e foi atropelado. O advogado de defesa informou que iria requerer a substituição da pena.
De acordo com o portal g1, do Rio de Janeiro, Endreo já acumulava mais de 20 anotações criminais, além da condenação pela tentativa de homicídio do policial.
A morte de Ana Luiza
Ana Luiza era natural de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, e representava o estado no concurso de beleza Miss Cosmo, realizado anualmente em Ho Chi Minh, no Vietnã.
Segundo a polícia, após uma briga, o namorado deixou o prédio sozinho, mas retornou pouco depois. Funcionários relataram que orientaram a modelo a deixar o local caso ele voltasse.

Ana Luiza afirmou que havia comprado uma passagem de volta para casa, mas decidiu permanecer no imóvel, de onde caiu por volta das 5h30.
Ao g1, o delegado Renato Martins informou que diversas testemunhas, de forma independente, relataram que o casal vivia em conflito. Endreo também teria se dito “culpado” pela morte da modelo.
Ele foi preso em flagrante e, no momento da prisão, apresentou o documento de um irmão.
O delegado afirmou ainda que o suspeito alterou a cena do crime e, segundo testemunhas, tentou deixar o local pela porta dos fundos.
“Primeiro, ele move a cena do crime. Segundo relatos, tenta sair pela porta dos fundos do condomínio e depois aparece chorando, tendo mexido no corpo, o que não pode ser feito. Isso configura violação da prova processual.”
Delegado Renato Martins ao G1.
Martins acrescentou que Endreo confirmou à polícia que o casal tinha brigas frequentes e que ele sentia ciúmes da namorada.
“Ele tinha um ciúme excessivo, seja pela beleza dela ou pelas relações que mantinha. Por conta disso, afirmou que se sentia culpado.”
Delegado Renato Martins ao G1.
A polícia ressaltou que a declaração não foi considerada uma confissão, mas um desabafo.
Com informações do G1 do Rio de Janeiro.****