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Maioria dos pastores usa IA, mas teme perda de autoridade espiritual, aponta estudo

Celular mostra na tela logos de vários tipos de Inteligência Artificial (Foto: Unsplash/Solen Feyissa)

A maioria dos pastores já utiliza ferramentas de inteligência artificial no dia a dia, mas ainda vê com cautela o avanço da tecnologia dentro do ministério. É o que aponta o relatório “Tecnologia para Impacto Missionário: Estado da Tecnologia na Igreja 2026”, produzido pela Barna em parceria com a Pushpay.

Segundo o levantamento, cerca de 60% dos líderes religiosos usam inteligência artificial para fins pessoais ao menos algumas vezes por mês, enquanto 24% afirmam nunca utilizar a tecnologia.

O uso mais comum da IA está relacionado à produção de conteúdo. De acordo com o estudo, pastores recorrem à tecnologia para gerar ou editar textos, criar materiais gráficos, elaborar e-mails, publicações para redes sociais e, em alguns casos, até auxiliar na preparação de sermões.

Apesar da adoção crescente, o estudo revela que há forte preocupação entre líderes religiosos quanto aos impactos da IA na essência do ministério.

Cerca de 51% dos entrevistados disseram estar “muito preocupados” com plágio e comprometimento da mensagem, enquanto outros 30% se declararam “um tanto preocupados”.

Além disso, 49% afirmaram temer a perda de autenticidade nos sermões, e 83% demonstraram preocupação com questões relacionadas à privacidade de dados.

Outro ponto sensível é o papel pastoral. Embora poucos líderes acreditem que serão totalmente substituídos pela tecnologia, 65% temem que a IA possa assumir parte da função de orientação espiritual, e 70% receiam uma redução da confiança dos fiéis.

Mesmo com a popularização das ferramentas, a maioria das igrejas ainda não incorporou oficialmente a inteligência artificial em suas atividades.

Segundo o relatório, 58% dos líderes disseram que suas igrejas não utilizam IA, enquanto 33% afirmaram algum nível de uso. Outros 8% não souberam informar.

A ausência de diretrizes também chama atenção: apenas 5% das igrejas possuem políticas formais sobre o uso da tecnologia, apesar de a maioria dos líderes reconhecer a importância de regras claras para orientar sua aplicação.

Outro dado relevante é a percepção dos próprios cristãos sobre o uso da inteligência artificial.

Pesquisa recente da Barna, em parceria com a Gloo, indicou que cerca de um terço dos cristãos praticantes acredita que o aconselhamento espiritual oferecido por IA pode ser tão eficaz quanto o de um pastor.

Esse cenário reforça as preocupações entre líderes sobre possíveis mudanças na relação entre igreja e membros.

Apesar das tensões, a tecnologia continua sendo vista como uma aliada em diversas áreas do ministério.

O estudo aponta que 79% dos líderes acreditam que ferramentas digitais melhoraram as conexões entre os membros da igreja, enquanto 61% afirmam que a tecnologia ajudou a aprofundar a fé da congregação.

Além disso, 78% disseram que o uso de tecnologia tornou a rotina ministerial mais fácil, especialmente em tarefas administrativas e de comunicação.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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