O governo dos Estados Unidos pediu a saída de um servidor brasileiro do país após apontar tentativa de contornar os canais oficiais de cooperação jurídica internacional. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (20) pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, em publicação na rede social X.
Sem citar nomes, o órgão indica que se trata de um delegado da Polícia Federal ligado à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Na manifestação, o governo norte-americano sustenta que o agente teria utilizado o sistema de imigração de forma indevida, com o objetivo de driblar pedidos formais de extradição e ampliar uma perseguição de caráter político em território americano. Diante disso, foi solicitada a saída imediata do funcionário brasileiro.
Até o momento, nem a Polícia Federal nem o Itamaraty detalharam oficialmente o caso ou se pronunciaram sobre a medida adotada pelos Estados Unidos.
Ramagem foi solto na última quarta-feira (15), após permanecer dois dias preso na Flórida. Ele havia sido detido pelo serviço de imigração norte-americano, em uma ação que, segundo a Polícia Federal, ocorreu no contexto de cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos.
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão em processo relacionado à trama golpista. Com a decisão, perdeu o mandato e deixou o país para evitar o cumprimento da pena, passando a viver nos Estados Unidos.
Em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou o envio de um pedido formal de extradição às autoridades norte-americanas, por meio do Ministério da Justiça.
De acordo com a Polícia Federal, Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira e responde por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de direito.
Com informações da Agência Brasil.