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Corpo de detento exumado em Sinop chega a Cuiabá para exames periciais

O corpo do detento Walmir Paulo Brackmann, morto em 13 de maio do ano passado, dentro do presídio Osvaldo Florentino Leite Ferreira, “Ferrugem”, em Sinop (MT), chegou nesta quinta-feira (20) em Cuiabá, após ser exumado para exames periciais, que devem identificar circunstâncias do óbito. A morte do reeducando havia sido classificada como “indeterminada”.

Segundo a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o corpo foi encaminhado para a Gerência de Antropologia, que será responsável pelo exame de necropsia, com análise minuciosa e especializada do setor. Devido a complexidade do caso, não há previsão de conclusão dos trabalhos.

Justiça determinou nova perícia nos restos mortais do detento para identificar a causa da morte. – Foto: Reprodução

Os primeiros exames feitos no corpo de Walmir foram realizados ainda no dia de sua morte, em 13 de maio do ano passado. Foram feitas a necropsia e um exame toxicológico. Mesmo assim, a causa da forma não foi identificada.

A Politec informou que, a partir de agora, devem ser feitos exames que possibilitam análise dos esqueleto. O perito responsável deve avaliar se houve algum tipo lesão externa ou nos órgãos internos, que tenha sido provocada por algum objeto.

Neste processo será utilizada a tecnologia “Flat Scan”, que é semelhante a um raio-X digital que vão apontar outros sinais nos restos mortais do detento.

O laudo será encaminhado ao delegado Pablo Carneiro, responsável pela condução dos inquéritos que apuram as circunstâncias da morte do reeducando e denuncias de tortura no presídio Ferrugem.

Investigação sobre casos de tortura e morte

A exumação do corpo de Walmir Paulo Brackmann foi determinada pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando de Almeida Perri, em fevereiro deste ano.

Contudo, três reeducandos testemunharam que o policial Rogério Paulo Pessoa, o “Rogerinho”, teria aspergido spray de pimenta em Walmir. Diante dessas informações, o desembargador determinou novos exames periciais e que o médico responsável pela certidão de óbito anterior fosse impedido de participar da exumação e da nova elaboração do novo laudo.

Perri também determinou o afastamento de 14 policiais penais. Segundo o magistrado, a medida se deu para evitar retaliações e ameaças aos reeducandos, testemunhas das violências a serem apuradas.

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Morte de reeducando ocorreu em maio de 2025 no presídio ‘Ferrugem’. – Foto: Ciopaer/Divulgação
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