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Conduta de deputado ao comemorar resultado de licitação será investigada

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou, nesta quinta-feira (19), um procedimento para investigar a conduta do deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), o parlamentar aparece em um vídeo comemorando o resultado de uma licitação e declara: “uma é minha”.

A ação foi proposta pelo promotor Marcelo Caetano Vacchiano, após o MP tomar conhecimento das imagens. O Ministério Público também solicitou que o Tribunal de Justiça apure o caso na esfera criminal.

O fato ocorreu durante a assinatura da ordem de serviço do Hospital Regional de Pontes e Lacerda (MT) na terça-feira (17), e que também incluía outras obras de infraestrutura. Sobre o assunto, Moretto afirmou que a declaração foi apenas um “vício de linguagem”.

Ao Primeira Página, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) informou que a ação tramita em sigilo.

Tanto o deputado quanto o governo do estado ainda não se posicionaram sobre a instauração do inquérito.

Suposta participação em licitação

Nas imagens que circularam nas redes sociais, um dos microfones captou diálogo entre o Moretto e o governador Mauro Mendes (União). “Quase 200 milhões”, diz o deputado. Ele acrescenta “É, três obras lá. Duas é Agrimat, uma é a minha”. Em seguida, em tom de comemoração, completou: “Tá autorizado!”.

A postura levantou questionamentos sobre possível conflito de interesses, já que a legislação proíbe parlamentares de manterem contratos com o poder público durante o exercício do mandato.

No mesmo dia, Valmir Moretto emitiu nota afirmando que a fala se deu em “vício de linguagem”, em razão de ter sido o fundador de uma empresa do setor da construção civil. No entanto, a participação no negócio foi encerrada em novembro de 2018, antes de assumir o mandato, e desde então não possui qualquer vínculo, participação ou gestão.

Durante entrevista na Assembleia Legislativa, o deputado frisou que empresa pertence ao irmão dele.

“Eu vendi minha empresa , mas participei dela desde o primeiro dia que ela existiu. Quando me elegi deputado estadual, eu vendi a cota de participação na empresa ao meu irmão. Deixei de ser dono. Mas, ficou essa questão de ‘minha’. Ontem mesmo, passando na rua, até falei pra um senhor, ‘essa casa é minha’, mas eu já tinha vendido ela. É um hábito, quando eu convivo muito com uma conquista. Legalmente já vendi essa cota ao meu irmão. Foi uma alegria minha de ter participado”, afirmou à imprensa.

Em nota, o deputado alega que vendeu a empresa em 2018, antes de assumir mandato como deputado estadual. – Foto: Reprodução
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