Integrantes de uma equipe técnica que monitora os animais selvagens no Pantanal vão tentar capturar a onça-pintada que atacou e matou a cadela Ana. O caso ocorreu na madrugada de quarta-feira (22), em uma casa na área urbana de Corumbá, cidade localizada no coração do Pantanal.
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A caramelo já havia sobrevivido a um primeiro ataque em maio de 2025. A ação foi registrada por câmeras de segurança. À época, Ana escapou com ajuda da parceira, uma poodle, que latiu e espantou o felino.
Porém, quase 12 meses depois, a onça-pintada voltou a rondar o imóvel, que fica próximo ao rio Paraguai. Na madrugada desta quarta-feira (22), Ana estava dormindo na varanda, que é cercada por mureta e um portão.
Entretanto, a barreira não foi suficiente para impedir a invasão da onça, que a atacou na região do pescoço. Devido ao barulho, a dona da residência abriu uma janela localizada na porta de entrada e se deparou com o animal. Ela gritou e o felino fugiu. A cadelinha caramelo não resistiu aos ferimentos e morreu.
Na madrugada desta quinta-feira (23), a onça voltou a invadir o terreno da casa e, desta vez, atacou e matou uma galinha. Diante da situação, equipes de especialistas decidiram intervir no caso.
“Se esse animal for encontrado dentro de uma casa, acionem a Defesa Civil, acionem a Polícia Militar Ambiental ou a Fundação de Meio Ambiente, que a equipe de captura vai se deslocar. Existem veterinários capacitados para isso, biólogos e policiais militares ambientais, assim como os bombeiros, capacitados para isso. E ao mesmo tempo que as gaiolas estão sendo confeccionadas, a gente só vai ampliar esse esforço de captura para tentar capturar esse animal, mas sempre de uma forma segura, porque a gente não pode simplesmente chegar ali e tentar fazer a captura de uma forma que não seja segura e, às vezes, machucar o animal ou ferir alguma pessoa também”, destacou o representante do grupo técnico, Diego Viana.