Multidão de 400 mil lota cruzada evangelística no Congo

Uma grandiosa concentração evangelística está mobilizando uma vasta multidão no sudoeste da República Democrática do Congo, onde milhares de pessoas têm acorrido diariamente para escutar a proclamação do Evangelho. A cruzada evangelística já contabiliza um expressivo número de conversões à fé cristã.

Intitulada “Campanha Jesus que Cura”, a cruzada evangelísticca é conduzida pelo evangelista ganês Dag Heward-Mills e teve sua abertura na quarta-feira (14), no município de Kikwit, situado na província de Kwilu.

De acordo com os organizadores, aproximadamente 400 mil pessoas marcaram presença já na noite inaugural da cruzada. A estimativa foi compartilhada pelo evangelista Willem Fiege, um dos pregadores que integram a programação como convidados especiais.

“Manifestaram uma alegria contagiante ao se depararem com Jesus naquela noite. Cânticos de exaltação irromperam espontaneamente, embalados por danças típicas do continente africano. A atmosfera remetia diretamente aos relatos das Escrituras, como se estivéssemos testemunhando as tribos de Israel congregadas em adoração a Yahweh”, descreveu Willem em um registro divulgado em sua conta no Instagram.

Relatos de curas e manifestações de libertação espiritual

Após o período de louvor e adoração congregacional, o evangelista Dag Heward-Mills tomou a palavra para ministrar a mensagem de redenção. Durante o chamado ao arrependimento, uma legião de congoleses, visivelmente impactados, tomou a decisão de render suas vidas a Jesus Cristo.

A programação da cruzada evangelística também foi assinalada por episódios de libertação de opressões espirituais e por testemunhos de curas consideradas milagrosas. “Entidades malignas começaram a se exteriorizar e foram energicamente repreendidas, recebendo ordem de se retirar. Uma extensa corrente de fiéis se pôs de pé para relatar publicamente como Jesus os restaurou de enfermidades como a cegueira, moléstias crônicas e dores debilitantes”, testemunhou Willem Fiege.

Contexto de hostilidade contra a comunidade cristã

A “Campanha Jesus que Cura” tem previsão de encerramento para o dia 18 de abril. O evento de avivamento ocorre em um momento particularmente sombrio, coincidindo com uma escalada de violência direcionada especificamente contra comunidades cristãs na região oriental do Congo.

Durante a celebração da Semana Santa, integrantes das Forças Aliadas Democráticas (ADF), uma facção extremista que jurou lealdade ao autoproclamado Estado Islâmico, perpetraram uma incursão sangrenta contra a aldeia de Bafwakao, localizada no território de Mambasa. O atentado resultou na execução sumária de 43 cristãos.

Ainda em janeiro do corrente ano, combatentes das ADF foram responsáveis pelo assassinato brutal de outros 25 cristãos durante uma invasão noturna à vila de Apakolu.

“Eles avançavam de residência em residência, ceifando vidas de civis sem qualquer demonstração de piedade e ateando fogo às moradias”, narrou um agricultor local ao veículo especializado International Christian Concern.

Analistas e especialistas em geopolítica da região apontam que as Forças Aliadas Democráticas intensificaram significativamente seu grau de letalidade nos últimos anos, promovendo ataques coordenados e sistemáticos contra populações indefesas, frequentemente em áreas de difícil acesso e com presença insuficiente das forças de segurança do governo congolês.

A República Democrática do Congo figura atualmente na 29ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026, ranking elaborado e atualizado anualmente pela Missão Portas Abertas, que monitora os países onde a vivência da fé cristã enfrenta maiores restrições e perigos.

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