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Brasil reduz compras de leite de outros países

A importação brasileira de leite registrou uma queda significativa em dezembro de 2025, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (Imea). No mês, o país importou 160,43 milhões de litros de produtos lácteos, volume 9,47% menor em relação a novembro e 17,47% inferior ao registrado em dezembro de 2024.

Aumento da produção interna reduziu as compras de leite e derivados de outros países em dezembro de 2025, mostra o Imea. – Foto: Ilustração

Além da retração no volume, o valor desembolsado com as compras externas também apresentou recuo. Segundo o Imea, as importações somaram US$ 71,69 milhões em dezembro, o que representa uma queda de 4,76% na comparação mensal e de 18,30% frente ao mesmo período do ano anterior.

A redução nas importações reflete, principalmente, o aumento da oferta interna de leite e derivados, o que diminuiu a necessidade de recorrer ao mercado externo para suprir a demanda nacional.

Dezembro/2025 Dados Secex • Compilação Imea

Brasil compra menos leite de outros países em dezembro

O volume trazido do exterior caiu em relação a novembro e também frente a dezembro de 2024. O gasto total em dólar também recuou.

Volume comprado no exterior

Produtos lácteos • Dez/2025

160,43 milhões de litros

-9,47% na comparação com novembro/2025

-17,47% na comparação com dezembro/2024

Valor gasto nas compras externas

Dez/2025 • em dólares

US$ 71,69 milhões

-4,76% na comparação com novembro/2025

-18,30% na comparação com dezembro/2024

O que explica a queda

Segundo a leitura do Imea, a queda nas compras de leite e derivados do exterior está ligada ao aumento da oferta interna. Com mais produto disponível no país, diminui a necessidade de recorrer ao mercado internacional, e o abastecimento tende a ficar mais equilibrado, favorecendo a produção doméstica.

O movimento acompanha uma tendência do segundo semestre de 2025, com ajustes no mercado de lácteos e busca por maior competitividade da produção nacional frente aos produtos trazidos de fora.

O cenário também indica maior equilíbrio no abastecimento interno, favorecendo a produção doméstica.

O movimento acompanha a tendência observada ao longo do segundo semestre de 2025, marcada por ajustes no mercado de lácteos e pela busca de maior competitividade da produção nacional frente aos produtos importados.

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